sexta-feira, 16 de junho de 2017

MUNDO

Paris pede a Washington coordenação de sanções contra Rússia

A França pediu hoje aos Estados Unidos para "respeitar a coordenação necessária" com os seus parceiros europeus, após a aprovação pelo Senado de um projeto de novas sanções norte-americanas contra a Rússia, que podem penalizar empresas europeias.


H
á vários anos que sublinhamos junto dos Estados Unidos as dificuldades que suscitam as legislações de alcance extraterritorial", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
"Em questões relacionadas com a segurança e com a política industrial europeia, esperamos que os Estados Unidos respeitem a coordenação necessária, nomeadamente no quadro do G7" (grupo dos sete países mais industrializados), adiantou.
O Senado norte-americano aprovou na quinta-feira quase por unanimidade uma proposta de lei com novas sanções contra a Rússia, que terá ainda de ser analisada e aprovada pela Câmara dos Representantes.
O porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, também disse hoje que Berlim "rejeita sanções com consequências extraterritoriais".
Steffen Seibert indicou que Merkel está "substancialmente de acordo" com as preocupações e convicções expressas num comunicado conjunto do seu chefe da diplomacia, Sigmar Gabriel, e do chanceler austríaco, Christian Kern, sobre a questão e divulgado na quinta-feira.
Sigmar e Kern consideraram que as medidas podem penalizar "empresas europeias, envolvidas no alargamento de um projeto destinado ao abastecimento energético".
Os responsáveis referem concretamente o projeto do gasoduto Nord-Stream II, no qual participa a Rússia, e do qual dependem "milhares de postos de trabalho", além do abastecimento energético da Europa.
O novo gasoduto, ligando a Rússia à Alemanha e passando pelo mar Báltico, duplicará em 2019 a quantidade de gás russo que chega à Alemanha pelo Nord-Stream I.
Na sua construção estão envolvidos o consórcio russo Gazprom, bem como a empresa francesa Engie, as alemãs Uniper e Wintershall, a austríaca OMV e a holandesa Shell.

MUNDO

Trump anuncia hoje novas restrições a viagens e negócios entre EUA e Cuba


Washington, 16 - O presidente americano, Donald Trump, anunciará nesta sexta-feira, 16, mudanças na política de reaproximação com Cuba adotada por seu antecessor, Barack Obama. As alterações devem ser pontuais, mas o republicano deve utilizar uma retórica agressiva em relação ao governo de Raúl Castro, com exigência de eleições livres e libertação de presos políticos para que haja avanços na agenda bilateral.

As principais alterações serão a proibição de viagens individuais à ilha e o veto de gastos em hotéis, restaurantes, bares e outros estabelecimentos controlados pelos militares ou pelo serviço de inteligência do país - o Exército é dono de grande parte da infraestrutura de turismo de Cuba.

O objetivo é estimular os americanos a se hospedar nas "casas particulares" e a comerem nos "paladares" - restaurantes de propriedade dos pequenos empresários da ilha. Como ocorreu durante o governo Obama, as viagens a turismo continuam proibidas. A diferença é que não será mais possível ir à ilha de maneira individual dentro da categoria de "intercâmbio pessoal", uma das 12 existentes. As visitas terão de ser feitas em grupo, mas não precisarão da autorização prévia que era exigida antes das alterações anunciadas por Obama e Raúl Castro em dezembro de 2014.

Os voos diários entre os EUA e Cuba e as linhas de cruzeiros lançados no ano passado continuarão em operação. Não haverá mudanças na permissão de viagens de cubano-americanos, nem na possibilidade de remessas de dinheiro a seus parentes em Cuba. O restabelecimento de relações diplomáticas e o funcionamento de embaixadas ficarão intocados.

Endurecimento

Segundo assessores da Casa Branca, o objetivo das mudanças é evitar o fluxo de dinheiro para o Exército e os setores de inteligência e segurança cubanos. "A política de Obama enriqueceu o regime e aumentou a repressão na ilha", disse um dos integrantes do governo que participou de teleconferência ontem sobre as mudanças - é praxe que eles não se identifiquem.

"Trump vai jogar alguma carne vermelha para os cubano-americanos de linha dura, mas a política na prática vai mudar só de maneira marginal", avaliou Richard Feinberg, especialista em Cuba e professor de Política Econômica Internacional da Universidade da Califórnia em San Diego. Segundo ele, a proibição de fazer negócios com o Exército não terá impacto sobre empresas americanas, que não têm investimentos em setores controlados pelos militares. A única exceção é a rede Marriott, que administra dois hotéis na ilha. "Claro que os hotéis americanos gostariam de entrar em Cuba, mas isso não aconteceu com Obama."

A mudança mais evidente será a retórica. A cordialidade demonstrada por Obama em seus encontros com Raúl Castro será substituída pelo discurso agressivo de exigência de respeito aos direitos humanos e a regras democráticas, totalmente ausente da agenda de Trump em outros países.

"O presidente deixou claro que vai olhar para regimes repressivos nesse hemisfério", justificou um dos assessores da Casa Branca durante a teleconferência sobre as medidas.

Trump fará o anúncio em Little Havana, em Miami, coração da comunidade de cubanos que fugiram da ilha para os EUA depois da Revolução de 1959. O local escolhido foi o Teatro Manuel Artime, batizado em homenagem a um dos veteranos da invasão da Baía dos Porcos, uma operação fracassada patrocinada pela CIA em 1961 com o objetivo de derrubar o governo de Fidel Castro. As informações são do jornal

quinta-feira, 15 de junho de 2017

NOTICIA DO MUNDO

APÓS ACUSAÇÃO DE APOIO AO TERRORISMO, QATAR COMPRA US$ 12 BILHÕES EM CAÇAS AMERICANOS


O Qatar celebrou um acordo com os americanos de compra de caças F-15 no valor total de 12 bilhões de dólares, apesar das acusações contra Doha expressas há pouco pelo presidente dos EUA, Donald Trump, relativamente ao apoio do terrorismo

O Qatar celebrou um acordo com os americanos de compra de caças F-15 no valor total de 12 bilhões de dólares, apesar das acusações contra Doha expressas há pouco pelo presidente dos EUA, Donald Trump, relativamente ao apoio do terrorismo, comunica a agência Reuters, citando o Ministério da Defesa qatarense.
Segundo informaram as fontes, o encontro entre o chefe do Pentágono, James Mattis, e representantes qatarenses a fim de assinar o respectivo contrato deverá se realizar nesta quarta-feira (14), afirma a Reuters. Já de acordo com as informações da Bloomberg, trata-se de 36 caças.
Em novembro de 2016 foi revelado que o Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda ao Qatar de 72 caças de 4ª geração F-15QA no valor total de 21,1 bilhões de dólares.
Na sexta-feira passada (9), o presidente americano, Donald Trump, acusou o Qatar de financiar o terrorismo e afirmou que chegou a hora de por fim a esta prática.
No início deste mês, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Egito romperam as relações diplomáticas com Doha e suspenderam todos os tipos de comunicação com o Qatar, acusando-o de apoiar o terrorismo e intervir nos assuntos internos dos países. Já depois, a Mauritânia, as Maldivas e o Maurício também anunciaram a ruptura dos laços diplomáticos com o governo qatarense. A Jordânia e o Djibuti, por sua vez, baixaram o nível das suas missões diplomáticas no Qatar, enquanto o Senegal, o Níger e o Chade retiraram seus embaixadores.

MUNDO

Ataque em hotel e restaurante de Mogadíscio deixa mortos

Homem-bomba usou carro para atingir frente do único hotel com boate de Mogadício. Cerca de 20 pessoas também foram feitas reféns em restaurante.


A Forte explosão, seguida de um ataque a tiros, perto de um movimentado hotel e um restaurante de Mogadício, na Somália, deixou ao menos 19 mortos na quarta-feira (14). O grupo radical islâmico Al Shabab reivindicou a autoria da ação.
O ataque foi cometido por um homem-bomba, que teria se jogado com um carro contra a entrada do Posh Hotel, no centro da capital somali. O hotel é o único que tem uma boate em toda Mogadíscio. Em seguida, o restaurante Pizza House foi invadido e cerca de 20 pessoas foram feitas reféns.
O balanço de mortes ainda está incerto. A Reuters diz que 19 morreram, mas a Associated Press afirma que foram 31 mortos. O chefe da polícia da Somália, Abdi Bashir, disse à Reuters que os cinco atiradores foram mortos.
A capital da Somália é alvo frequente de ataques terroristas, principalmente do Al Shabab, que realiza habitualmente atentados contra civis, policiais, representantes do governo e militares. Essa campanha de atentados suicidas faz parte da tentativa de derrubar o governo somali e impor sua interpretação radical do islamismo.
A milícia islâmica, que anunciou em 2012 sua adesão formal à Al Qaeda, luta para instaurar um Estado islâmico de corte wahhabita na Somália, onde já controla grandes extensões de território no sul e no centro do país.
O país é atormentado por conflitos armados desde 1991, quando os líderes de milícias locais derrubaram o ditador Siad Barre e depois começaram a lutar um contra o outro.

MUNDO

Trump diz que notícia sobre obstrução da justiça é 'falsa'

Segundo o jornal 'The Washington Post', o presidente americano estaria sendo investigado pelo conselheiro jurídico Robert Mueller por tentar limitar as pesquisas sobre as possíveis interferências russas.


O presidente americano, Donald Trump, recorreu ao Twitter nesta quinta-feira (15) para classificar como falsa uma notícia que o acusa de obstruir a justiçanas investigações sobre uma suposta intromissão russa nas eleições americanas de novembro passado.
Segundo informações do “The Washington Post” nesta quarta-feira (14), Trump estaria sendo investigado por Robert Mueller, conselheiro jurídico especial.
"Eles fizeram um falso conluio com a história russa. Acharam zero prova, e agora falam de obstrução de justiça numa notícia falsa. Legal", tuitou o chefe de Estado.
Mueller foi nomeado procurador especial para o caso russo após a demissão em maio do ex-diretor do FBI, James Comey, que depois assegurou que o presidente, antes de demiti-lo, tinha lhe pedido que "deixasse passar" as investigações sobre os vínculos do seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, com a Rússia. Comey, afirmou em audição ao Congresso na última semana acreditar que Trump o demitiu com a intenção de limitar as investigações sobre as possíveis interferências russas.
Os advogados do presidente Trump definiram "ultrajante, intolerável e ilegal" o vazamento do The Washington Post. Um advogado de Trump, Mark Corallo, atribuiu o vazamento a fontes do FBI

Especialista alemão alerta que Europa não sabe tudo sobre alterações climáticas

Vila Nova de Gaia, Porto 15 jun (Lusa) - A Europa está longe de saber tudo sobre as alterações climáticas, defendeu hoje em Vila Nova de Gaia o investigador alemão Hans-Gunther Clev, na abertura do Fórum Internacional "Gaia Todo um mundo" que decorre até domingo.
Orador de uma palesta subordinada ao tema "O papel da Europa", o também membro da Agência Europeia de Energia Ucraniana entende dever a Europa "aproveitar o que, por vezes, são boas experiências locais de criação de energia".
"Não podemos pensar que a razão está sempre do nosso lado, a Europa está longe de saber tudo sobre as alterações climáticas", salientou o especialista que exemplificou "com a forte oposição dos ecologistas alemães quando o governo avançou para a instalação de torres eólicas".
E prosseguiu: "Foi um grande problema, também, ao nível social, porque por cada torre colocada num terreno agrícola tivemos de arranjar outro para que essa pessoa não perdesse o emprego", disse o também Diretor Geral de Governação Regional na Alemanha.
Conhecedor da situação ucraniana, "um país com uma realidade sociocultural diferente da germânica", Clev forneceu outro exemplo de como nem sempre os avanços tecnológicos "resultam em vantagens sociais".
"Na Ucrânia, num prédio de construção pública, o consumo médio mensal de eletricidade é de 2,50 euros enquanto nos privados, com todos as comodidades, o custo pode atingir os 100 euros", explicou.
Para evitar estas discrepâncias numa Europa "onde não há um plano global de energia", apesar de em 1890 o químico sueco Svante Arrhenius ter apresentado "o primeiro cálculo do aquecimento do planeta", o especialista alemão defendeu medidas ousadas e duradouras.
"No futuro teremos de ser capazes de desenvolver energia sem riscos, que seja barata, armazenável", disse de um plano que entende dever ser assumido pela União Europeia "concentrando os fundos para a investigação".
E advertiu: "Há que pensar o longo prazo e alterar, por exemplo, a regulamentação que impede o cidadão de produzir eletricidade na sua habitação. Não faz sentido que assim não seja, é estúpido!".
Apelando a um outro exemplo alemão, lembrou que o seu país "em face do excesso de energia produzida que ninguém quis comprar, se viu obrigado a oferecê-la à Holanda".
"O resultado disso foi que o preço da eletricidade na Alemanha duplicou e na Holanda reduziu 10 cêntimos", comparou.
Frisando que as alterações climáticas "são apenas um dos efeitos da política energética", apontou "a energia nuclear, os resíduos nucleares, a destruição das florestas e a perda da biodiversidade para terrenos agrícolas como outros fatores a ter em conta num processo nada fácil de gerir".
Na abertura do evento, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues apontou no mesmo sentido de Clev quando afirmou "ser possível falar de sustentabilidade, de ambiente e continuar a gostar das pessoas e contra os radicalismos na defesa do ambiente".
"Todas as pessoas fazem parte do ecossistema", salientou o autarca.
Da Religião à Moda, passando pelas Instalações Nucleares, Energia, Hidrografia ou Cidades Sustentáveis, são mais de 20 personalidades de vários pontos do mundo que participam em painéis de debate que terão lugar no fórum em Vila Nova de Gaia, em locais tão distintos como a Capela Convento Corpus Christi ou o Armazém 22.

INCÊNDIO EM LODRES

Sobe para 17 número de mortes provocadas por incêndio em prédio de Londres

O incêndio começou na madrugada da quarta-feira (hora local) e, além dos mortos, deixou 37 pessoas hospitalizadas, 17 delas em estado grave

Pelo menos 17 mortes foram confirmadas no grande incêndio que atingiu um prédio residencial no oeste de Londres. Hoje (15/6), a Polícia Metropolitana além de confirmar os óbitos, informou também que o número de mortos deve aumentar ainda mais devido ao estado crítico de alguns dos feridos no incidente e ao número de pessoas que não conseguiram deixar o edifício e ainda não foram encontradas pelos bombeiros.
O incêndio começou na madrugada da quarta-feira (hora local). Há ainda 37 pessoas hospitalizadas, 17 delas em estado grave, afirmou a polícia pelo Twitter. A comissária do Corpo de Bombeiros de Londres, Dany Cotton, disse que há um "número desconhecido" de pessoas na Grenfell Tower, mas que as equipes não esperam encontrar mais nenhum sobrevivente, de acordo com a imprensa local. "Tragicamente, agora não esperamos achar mais ninguém com vida. A severidade e o calor do fogo significariam um milagre absoluto para qualquer um que estivesse vivo", comentou ela à rede Sky News.